Ex-Vereador de Juranda “Tiroga” é assassinado em sua residência no Distrito de Primavera

Não está descartada que a morte de “Tiroga” possa estar relacionada ao crime que ele cometeu no Distrito de Paulistânia no município de Alto Piquiri, no início de outubro de 2019.

Por jurandanews em fevereiro 6, 2020
Pedro Gonçalves “Tiroga”, foi presidente da Câmara de Juranda no Biênio 2011 /2012.

O ex-vereador e ex-presidente (2011/2012) da Câmara de Juranda, Pedro Gonçalves, popularmente conhecido por “Tiroga” foi morto com três tiros dentro da própria casa. O crime com suspeita de execução aconteceu na noite de ontem, quarta-feira, 5, por volta das 20H:10 minutos na sala de sua casa no Distrito de Primavera, onde tirou a vida do ex-vereador de Juranda Pedro Gonçalves “Tiroga”, que foi morto a tiros queima roupa.

O crime ocorreu na residência de “Tiroga”. Segundo informações um elemento chegou em veículo Corolla branco ou prata e estacionou em uma rua próxima da casa de “Tiroga”, um homem moreno, de aproximadamente 1 metros e 80 de altura, barba rala, aparentando entre 25 a 30 anos de idade, vestindo um macacão verde, chegou na frente da casa e perguntou por “Tiroga”, a pessoa que estava na frente da residência desconfiada que algo de anormal fosse acontecer tentou despistar o elemento dizendo que ele havia estaria trabalhando em Minas Gerais. Não acreditando na versão da mulher o elemento foi a porta da sala e chamo novamente chamo por “Tiroga”, já na porta da sala o elemento avistou o “Tiroga”, que estava deitado no sofá, que levantou e foi em direção ao homem na porta de sua casa, momento quando foi surpreendido pelo elemento que armado de uma pistola 9mm, início os disparos, os quais 2 disparos acertaram em cheio o peito do ex-vereador que veio a cair, em seguida o homem se aproximou do corpo e deu mais um disparo desta vez na cabeça de “Tiroga” já caído, que não resistiu e veio a óbito no local. Foram localizado no local 5 cápsulas desfradas, sendo 3 na área da casa e 2 na sala.

Capela Mortuária de Primavera

O seu corpo foi recolhido pelo IML já no início da madrugada e encaminhado para Campo Mourão onde foi liberado para serviços fúnebre por volta das 11 horas da manhã desta quinta-feira, 06. O velório deverá de ter início por volta das 14 horas será realizado na Capela Mortuária no Distrito de Primavera, o seu sepultamento será entre às 17 e 18 horas no Cemitério Municipal de Juranda, desta quinta-feira, 06.

Vitor Ricardo

POSSÍVEL VINGANÇA: Não está descartada que a morte de “Tiroga” possa estar relacionada ao crime que ele cometeu no Distrito de Paulistânia no município de Alto Piquiri, no início de outubro de 2019 quando matou com um tiro Vitor Ricardo. Assim desta forma são fortes as suspeitas de que a morte de “Tiroga” tenha sido motivado por vingança. Isso porque em outubro do ano passado, numa desavença com um elemento, em seu bar em Paulistânia, ele matou com um único tiro no peito, Vitor Ricardo. Após praticar o crime “Tiroga” retornou para Primavera, onde desde o início de outubro, estava residindo com a família.

HISTÓRICO: Pedro Gonçalves “Tiroga”, 59 anos, nasceu em 30 de junho de 1960 na cidade de Nova Cantú no Paraná, foi vereador em Juranda por 4 legislaturas em Juranda, (1989/1992, 1993/1996, 2009/2012 e de 2013 a 2015), presidente da Câmara no biênio de 2011 e 2012. Durante sua vida “Tiroga” trabalhou como comerciante “lanchonete”, também foi servidor público entre 2006 a 2008, neste período ocupou o cargo e Diretor de Esportes no ano de 2006, ele deixa esposa e dois filhos (ambos já casados)

Vereadores decidiram pela cassação por unanimidade durante sessão lotada por moradores. Foto: Arquivo da Câmara

MANDATO CASSADO: Em pleno mandato, em 16 de novembro de 2015 “Tiroga” se envolveu em uma polemica policial onde acabou sendo preso e teve o mandato cassado. “Tiroga”, foi preso em flagrante pelo Gaeco em um posto de combustível em Campo Mourão, no momento em que tentava extorquir a ex-prefeita na época e prefeita atual de Juranda Leila Miotto Amadei, exigindo dinheiro para aprovar contas da prefeita, contas estas que já haviam sido aprovadas pelo Tribunal de Contas. A prisão ocorreu no momento em que e ele e mais dois vereadores se preparavam para receber R$ 25 mil, cada um, que seria entregue por familiar da prefeita. Os três foram presos em flagrante. E, depois de longo processo tiveram os mandatos cassados em março de 2016.

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