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quinta-feira - 20 junho - 2024
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Em Juranda: Ação conjunta em prol do meio ambiente

Parceria entre a prefeitura, o Sindicato Rural e a Coamo já estão gerando frutos.

À medida que a conscientização ambiental se fortalece e as demandas por práticas agrícolas mais sustentáveis aumentam, a união da Coamo com os cooperados ganha destaque como um exemplo de resiliência e comprometimento. Em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e as prefeituras dos municípios da região de Campo Mourão, a cooperativa tem apoiado o quadro social no trabalho de adaptação de barracões e armazéns de insumos agrícolas localizados em zonas urbanas.

A ação busca atender às determinações contidas no ofício 258/2023 do Ministério Público do Paraná, que por meio do núcleo de Campo Mourão do Grupo de Atuação Especializada em meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema), estabeleceu diretrizes para adequar essas estruturas e normatizar sobre a circulação de máquinas agrícolas dentro das cidades.

A Coamo participou da reunião pública com o Gaema, no dia 31 de maio deste ano, no município de Rancho Alegre D’Oeste (Centro-Oeste do Paraná), onde os agricultores da região foram advertidos sobre possíveis inconformidades nos depósitos de agroquímicos nas áreas urbanas.

Uma proposição do Gaema, foi a criação de “zonas de serviços agropecuários”, a serem implantadas em áreas periurbanas dos municípios, onde ficariam concentrados os barracões com os depósitos de agroquímicos. “Essa medida representaria um elevado custo ao segmento, além de fragilizar a segurança contra roubos desses produtos. Por isso, a melhor alternativa é a adequação dos armazéns existentes, com a estruturação de medidas de segurança sanitária e ambiental, previstas em normas oficiais” explica o coordenador de Sustentabilidade Ambiental da Coamo, Djalma Lucio de Oliveira.

Exemplos concretos de ações tomadas para atender a legislação estão no município de Juranda (Centro-Oeste do Paraná), onde a parceria entre a prefeitura, o Sindicato Rural e a Coamo já estão gerando frutos. Conjuntamente, as entidades estão orientando os agricultores para que adequem as instalações conforme a norma vigente, garantindo segurança e proteção não só para o meio ambiente, mas também para os trabalhadores envolvidos.

De acordo com a prefeita de Juranda, Leila Miotto Amadei, muitos produtores locais não têm acesso ao que diz a lei, e esse trabalho conjunto busca orientar e capacitar os agricultores da região para que não sejam penalizados. “No começo, sentimos uma resistência, o que é natural quando chegam mudanças, mas hoje já existe a compreensão de que é menos oneroso se adequar às normas do que correr o risco de ser multado e poder responder por crimes ambientais”, explica a prefeita.

Eder de Rocco, cooperado em Juranda (PR), já adequou seus barracões conforme as normas, reconhecendo a importância dessas ações. Arquivo Coamo

Somente no município, são mais de 70 barracões ou armazéns que estão passando por adequações como a criação de espaços específicos para o armazenamento de produtos químicos e fitossanitários, a disponibilização de equipamentos de proteção individual, a obrigatoriedade de sinalização das instalações, o reposicionamento de tanques de combustível, dentre outras medidas que buscam reduzir o impacto no meio ambiente.

Eder de Rocco é cooperado, gerencia outras propriedades na região e já adequou seus barracões conforme as normas, reconhecendo a importância dessas ações. “O apoio e as orientações prestadas pela Coamo e pelo Senar foram fundamentais para que pudéssemos implantar essas adaptações. Se não cuidarmos agora da água, do solo, do meio ambiente de forma geral, vamos comprometer o futuro das novas gerações”, comenta.

Fonte: Revista Coamo

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